quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Matemática, um elixir da sobrevivência!

Professor de matemática: - Dividam para mim 4,5 por 0,9.
Alunos: - Isso é difícil professor! Eu nunca aprendi divisão... Ainda mais essas aí com vírgula no meio.
Professor de matemática: ???????

Apesar de já terem estudado desde novinhos, inúmeros alunos insistem em uma história antiga de que não sabem e nunca vão aprender a dividir.

A fraqueza existente nas características dessa conversa é exorbitante. Salta os olhos o que se observa.

Para compreender isso, precisa-se olhar estas situações com extrema paciência. Quando se estuda o comportamento da humanidade em sua história, ou até no seu dia-a-dia, é fácil entender que o homem, sempre que precisou, buscou em ideais e sonhos explicações pela sua sobrevivência. Quando essas ideologias não ultrapassam o ser individual ainda é aceitável, mas quando indiretamente ou por necessidade têm-se que influenciar outros seres para a obtenção do “sucesso” isso chega a ser vergonhoso, pois na busca por esse “sucesso” o resultado é exatamente o seu simétrico, seu oposto. O ser que se engana com o irreal acaba por se tornar fracassado e tudo o que buscou, baseado em uma ilusão logicamente, o levará a tornar-se incapaz perante seu vício em ideologias.
O citado diálogo acima é, certamente, um exemplo simples e minúsculo dessa viciante idéia. Mas sua pequeneza não deixa de ser importante, pois ainda prejudica inúmeros alunos e, porque não dizer, ex-alunos. Para comprovar o que se disse não é difícil, repare: Se desafiarmos qualquer pessoa a armar e efetuar uma divisão de números decimais (como a divisão acima) a possibilidade dessa pessoa de recusar-se em responder é enorme. Provavelmente ela dirá:

- Ah! Eu nunca fui boa em matemática. Não preciso saber...
- Quando vejo esses números com vírgula me atrapalho todo, nunca aprendi a resolver isso.
- Hum! Matemática é pra doido.
- Eu queria pegar quem inventou essa matemática e dá-lhe uma lição.
- Eu puxei para meu pai, ele detesta matemática

Entre outras coisas, as pessoas se acostumaram a dizer que não são boas em matemática, ou que não precisam aprendê-la. Simplesmente acham que a matéria é difícil e desistem de aprender. O pior é que criam uma história absurda de que matemática não é para todo mundo. As crianças próximas dessas pessoas crescem ouvindo essas desculpas e passam a absorvê-las de tal maneira, que em qualquer situação de dificuldade, com certeza, sempre irão ter uma explicação irreal para não enfrentá-la. O prejuízo é enorme para uma criança. Imaginem quando isso se propaga a uma nação.
Comparo a ideologia esquerdista com o parágrafo acima. Ideologia nada mais é do que uma distorção da realidade. As pessoas são facilmente levadas a crer em sonhos e idéias que jamais irão caber na vida real, como a igualdade de classes, por exemplo. Coincidentemente, como na matemática, as crianças já crescem ouvindo que a vida é um poço de felicidade, mas quando se deparam com dificuldades, comum na vida de qualquer um, tendem a responsabilizar os outros por não conseguirem “sucesso” com facilidade. Ao perceberem que é mais fácil reclamar e assumir que não são capazes, vivem uma vida sem perspectivas e com medo de enfrentar as adversidades. Ainda mais quando se descobre que existe toda uma seita voltada a fazê-los acreditar que eles são inferiores e por culpa dos outros. Reparem as semelhanças: (aluno) - É mais fácil dizer que não sabe de matemática do que tentar aprender; (adulto qualquer) – Não preciso trabalhar nem estudar, eu nunca aprendi nada mesmo, basta me matricular em um programa do governo federal aí que o governo me paga. Eles têm que me sustentar mesmo. É coincidência demais. O que fica na cabeça das pessoas é que existe uma porcentagem da população que é incapaz, e você pode muito bem se considerar um incapaz e não buscar progredir, não buscar crescer sem ao menos tentar mais de uma vez. É mais fácil!
O que necessariamente interessa para vida é encarar a realidade. Mas negar o real virou um vício e se torna mais fácil dopar-se de ideais do que enfrentar a realidade. O resultado é uma sociedade que vive com os pés a meio metro do chão, achando que uma topada em uma pedra pontuda se trata de um plano dos malfeitores da humanidade para lhe tirar o seu ópio volátil.  É uma tarefa difícil mudar esse quadro, mas existe solução: precisa-se fazer com que as pessoas entendam que elas são capazes, que elas podem lutar honestamente e não depender unicamente dos outros.
Mas o idealismo é perigoso e, como já foi dito, vicia. Tratar-se para curar-se deve ser prioridade caso o diagnóstico acuse a dependência. Nos livros pode ser encontrado uma boa chance de reabilitação e, certamente, aprender a tão temida matemática também.
Assim, calcular - dividir números decimais - não pode ser mais desculpas de incapacidade.  Aprender matemática deve ser mais do que obrigação para nossos alunos. Deve ser também questão de salvação do poder da sociedade. Um poder que possibilita coragem e força para encarar a vida sem esperar soluções que caiam do céu.
Se repararmos mais a fundo podemos até concluir que a matemática representa força para sobreviver. A cada conta efetuada com sucesso é uma vitória e a cada erro mais uma chance de mostrar que ainda se é capaz. 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Estudar (fielmente) ainda é para poucos?

Histórico desacordo da política educacional de Tutoia com a realidade é intrigante. Tudo está errado. A começar pela formação dos professores que consequentemente afeta a formação dos alunos. Conhecimento não se vê presente nessas figuras que são principais. E de quem será a culpa? A resposta não é simples! Precisamos entender como tudo funciona, como nossos líderes manejam suas influências para o “bem do povo”. E como o povo percebe ou não o que está acontecendo.
Um círculo vicioso vive e se fortalece em crescente desenvolvimento. Desde a criação do Fundef, os municípios são bem sortidos quando se trata de verba educacional. E como o subsídio é diretamente proporcional à quantidade de escolas, professores e alunos nas cidades, um novo negócio alimenta os bolsos dos políticos com dinheiro público. Diplomar pessoas, licenciando-as em curto prazo e de maneiras muitas vezes grosseiras para preencherem vagas que garantam o seu suprimento, virou um comércio e tanto para os todo-poderosos. O governo federal cria os programas de formação para professores; os municípios adotam esses programas; pessoas que antes nem sonhavam em fazer curso superior agora têm a chance de consegui-lo sem nenhum esforço; com salas cheias e um conteúdo ideológico protegendo os partidos do poder, a arapuca tá armada. Professores aos milhares estão indo para salas de aula lecionar sem preparo algum. Leitura? Isso significa sacrifício para a maioria. Estudar? Se os docentes dos programas de formação especial exigem dos discentes, todos botam o pé na parede e exigem, também, serem aprovados a qualquer custo – alegam não terem estudado certos assuntos no ensino médio. Estudar pra que se nunca estudaram?! – aqui se pode perceber a herança da esquerda decadente de insistir em inculcar idealismos na mente das pessoas: que é exigir direitos sem o cumprimento fiel de seus deveres.  Imagino os alunos desses professores. Penso neles todos os dias e não consigo me conformar. Os alunos são a maioria. Tem-se que pensar na maioria. O professor não pode ser o sujeito da questão e sim os alunos e o seu real aprendizado.
Outra coisa que instigante é a escassez de assuntos envolvendo leitura nas escolas. Os estudantes precisam ler. Conhecer os livros, conhecer o mundo através dos livros. Uma criança de dez anos já é capaz de ler vários livros durante um ano. Além de aprender a somar, subtrair, multiplicar e principalmente dividir enquanto criança. É de extrema necessidade que se saiba ler e entender o que se ler, mas isso não acontece aqui em Tutoia. Nem os professores lêem vários livros durante um ano! Pior, muitos deles nunca leram um livro sequer durante toda a vida. O que agrava ainda mais a situação são as bibliotecas das escolas que estão cada vez mais cheias de livros. São tantos livros que no inicio do ano bastava entrar nas escolas aqui da cidade onde se poderia ver os livros no chão, amontoados, e esperando quem os quisessem: alunos, professores ou o caminhão de lixo. Esse “detalhe” reflete bem o que devemos pensar sobre essa gente que se diz intelectual. O que passa pela cabeça dessas pessoas? Que acham que pode lecionar de qualquer jeito? Coitados? Coitados dos alunos que continuam sem ter oportunidades. Os professores precisam estudar muito, estudar para conhecer do que se trata, realmente, lecionar.
O círculo vicioso já citado está distorcendo, também, a realidade. E os nossos líderes? Será que estão cientes de tudo isso? Será que na mais pura inocência eles não sabem do que se trata? Ou será eu o inocente que não percebo que tudo nada mais é do que um plano maléfico em prol de vitaminar a ignorância do povo? Existirá um herói que salvará o povo tutoiense desses malfeitores? Existirá fé o suficiente nesse povo para esperar por esse salvador? Bem, com certeza esse faz de conta irá acabar mal se continuar nesse caminho. Essa é a única resposta, até agora, coerente.
Seria agora oportuno fazer um desafio aos futuros candidatos às eleições do próximo ano. Como já podemos observar, eles já estão saindo de suas cavernas, como ursos no fim de sua hibernação e acho, inocentemente, que já estão também recebendo suplicas de salvação. Então aqui vai a minha: - Gostaria muito de vê-los engajados em assuntos que tratem exclusivamente de educação de qualidade. Gostaria de enxergar coragem em seus olhos e enfrentarem quem quer que seja em razão de uma boa educação que vise o crescimento intelectual para os filhos de nossa tão promissora cidade. Desafio-os a encarar de frente os professores incapazes que, influenciando e ensinando mal seus alunos, exigem mais remunerações por seu trabalho mal feito. Instigo-os a fiscalizar a partir de hoje as escolas dos municípios: diretores, secretários, agentes administrativos, zeladores, merendeiras e principalmente os alunos.
      Tutoia e a educação precisam ter ligações diretas e não indiretas!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Minha Tutoia... Até quando?


Quando analiso meu dia a dia percebo o quão importante é ter uma rotina respeitada, com horários, percursos e obrigações cumpridos a risca. Assim, quando chega o final do mês a sensação de eficácia é instantânea. E sem essa disciplina não seria possível conseguir tantos resultados positivos quando se trata de satisfação pessoal. Claro que resultados negativos aparecem também aos montes, mas com toda certeza não foi por falta de compromisso. Pois estando focado no que se objetiva é mais fácil compreender e aceitar os limites de sermos humanos e que estamos sujeitos a erros, apesar de querermos sempre os acertos.
Entretanto, conviver com esse foco e dedicação não me torna cego a ponto de não perceber o que se passa ao meu redor. O compromisso não escurece minha vista, e sim, clareia o chão que piso. É certo, e percebo que, estando ocupado, entretido, o tempo parece passar mais rápido, mas é impossível não notar a vida ao lado: bondades, maldades, benfeitorias, barbaridades... Eu escuto, enxergo, e sinto as notícias. Em cidades pequenas diversos assuntos passam de ouvido em ouvido em segundos. Enfim, tudo que acontece no dia a dia de outras pessoas aqui em Tutoia-MA dificilmente não chega aos conhecimentos dos outros.
E, não diferente, em minha rotina tenho passado todos os dias por uma rodovia que liga o povoado onde moro, Comum, que fica a 4 km do centro da cidade, Tutoia-MA, e durante esse percurso encontro inúmeras pessoas que vão e vêm pela estrada, observo quem fica em suas casas trabalhando ou sentado em suas portas conversando, descansando, ou simplesmente vivendo. Mas o que me chama mais atenção é que muitas dessas pessoas também se arriscam neste caminho, seja caminhando, pedalando ou até correndo na beira da pista: onde a quantidade de veículos é grande, transformando o trânsito, ainda sem fiscalização, em uma arma letal que ameaça a vida dos moradores da localidade, o Paxicá, que fica á 3 km da cidade. Neste local, os horários de início e término das aulas coincidem com os horários de pico, onde o número de motos, de carros, vans, ônibus e caminhões aumenta consideravelmente. E é preocupante ver que muitas crianças (alunos ou irmãos de alunos), ao irem e virem da escola, dividem o caminho com esses veículos.
Não bastasse a incompetência de muitos motoristas, que não mantêm seus veículos equipados como deveriam – se quer colocam lanternas traseiras em seus automóveis - temos que nos preocupar também com a incompetência do serviço público local. É visível a desorganização até mesmo na sua estrutura física. A maioria das casas, escolas e comércios são muito próximas da estrada, onde na verdade, deveria existir um acostamento. Aliás, se perguntarmos o que é acostamento para os moradores das beiras das estradas, eles nem irão saber do que se trata. Nunca viram um. - mal sabem que moram em cima dele. Resultado: as pessoas estão se arriscando e se acidentando nas portas de suas casas, de seus comércios, de suas escolas... Por culpa de quem? Dos moradores? E as autoridades o que estão fazendo? No máximo estão apenas se acostumando.
Outro detalhe absurdo são os postes de energia elétrica fincados a meio metro da pista. Gostaria de saber em que local do mundo isso não seria considerado o maior de todos os atos de incompetência, ineficácia, desperdício, ignorância, descaso, malandragem, comodismo e para acabar logo com isso, o maior ato de burrice, isso mesmo, burrice. - Tem gente que merece ser chamado é de asno, de burro. O pior é que a prefeitura não toma nenhuma providência. Ou são tanto quanto, ou são piores. É muita falta de discernimento. O povo, definitivamente, deve gostar de ser maltratado e enganado. E não existe esse papo de que o povo não reclama por que não tem conhecimento. Besteira! - Tem gente perdendo entes na porta de casa. Pra que mais conhecimento que isso? Todo mês temos que pagar pela energia que consumimos e o Estado, na mesma cajadada, come um imposto bem gorduroso. A companhia de energia elétrica devia reinstalar seus postes, retirá-los o quanto antes. E se não o fizessem a prefeitura deveria exigir, pois seria pelo bem dos moradores e de quem passa por aquele lugar. - O difícil é tentar acreditar que a prefeitura faz alguma coisa pensando no bem de alguém. A não ser...
Nesses dias que passaram me deparei com máquinas e homens na estrada tapando os buracos (milhares), deixando a estrada finalmente trafegável. Um serviçozinho medíocre, como 99% dos prestados pelo estado. Uma regra básica: As escolas do estado não ensinam, não funcionam, logo os funcionários do estado não sabem tapar buracos. B-U-R-A-C-O-S! Têm buracos em todos os lugares, o difícil é achar alguém que seja capaz de tapá-los aqui nesse MA. – Quem irá tapar o MA? (Não se zanguem maranhenses ufanos!). Desculpem, eu esqueci! A governadora é que é boa nisso. Se ela percebe um lugar vazio, quer logo tapar. É isso que quer fazer com Tutoia, enterrar todo mundo vivo. 
Sem fazer esforço, basta que as pessoas comecem a ler e se informar para conhecer como a vida realmente funciona. Temos milhares de exemplos de pequenas cidades que são pioneiras em matéria de organização. Locais onde tudo funciona. As informações estão aí. Mas, começando pelas autoridades e terminando em quem os colocam lá (povo), ninguém quer se informar, ler, conhecer, estudar. Acham que já nascem sabendo de tudo, ou que são gênios e que não precisam mais de nenhum conhecimento para viver. As pessoas evoluíram, o mundo evoluiu, e ainda tem gente resistindo às mudanças, resistindo ao que é mais correto para a maioria. Evoluam pelo bem... Pelo seu próprio bem, pelos seus próprios bens! A civilidade é algo que conquistamos com muita luta, não podemos desperdiçá-la achando que já nascemos pronto para vida!
Vou seguir com minha rotina e com meus olhos bem atentos. O tempo não para, o mundo não para, a vida não para. Temos que observar tudo para podermos reclamar o que é nosso. Ainda tenho convicção que certo dia - espero que não demore – as pessoas entendam e aprendam que sem conhecimento não se consegue fazer algo bem feito, por completo. E nessas andanças proporcionadas pelo meu dia a dia eu comece a ver mais bondades e mais acertos.
Desde novo ouvi uma frase que ainda hoje me acompanha em minhas consciências: - Se você for fazer alguma coisa, faça sempre bem feito. Mas demorei um pouco para obedecê-la com compreensão, hoje a entendo e sei que não posso, jamais, conseguir efetuá-la sem conhecimento.     
  

domingo, 14 de agosto de 2011

A FAMÍLIA e a FRAÇÃO


Durante o pouco tempo que leciono Matemática, não foi difícil perceber que entender e operar DIVISÃO estão entre os maiores desafios dos estudantes iniciais. É comum encontrar alunos reclamando na hora de fazer contas que envolvem divisões. Por isso, ações que possibilitam maior treino e dedicação para o assunto, devem ser prioridade nas séries iniciais do ensino fundamental. Para tanto, saber somar, subtrair, multiplicar e dividir deve ser encarado com normalidade e igualdade de responsabilidades pelos estudantes e professores, bem como saber ler e escrever. E o treino é essencial para o bom desempenho até mesmo na matemática básica.    
Observando e lendo alguns livros, reparei que a divisão desafia o ser humano não só em matéria de conhecimento matemático, mas também quando se trata de viver. E assim como na escola, para entender a divisão em nossas vidas não podemos esquecer que para se dividir algo é necessário antes compreender a estrutura do que foi ou será repartido. É muito comum lermos sobre impérios que se desfazem, terras que são segmentadas ou povos que são divididos. Sem falar em inúmeras e poderosas famílias que se separaram por motivos diversos. A história nos mostra isso. Separar, repartir, dividir... Enfim, a divisão nos acompanha independentemente de nossas escolhas, cabe a nós apenas sabermos lhe dar com esse grande desafio.
Invertendo um pouco as coisas, é visível a necessidade do ser humano em somar algo, juntar-se, misturar-se, afinal, agregar sempre é bom. Mas às vezes se esquece que nem tudo é como desejamos, e é natural que ao mesmo tempo em que se queira aumentar o conjunto, um de seus elementos queira se separar, formar novos conjuntos. A família se multiplica e logo depois se divide, se separa, se reparte, é natural! A primeira lição sobre divisão que aprendemos na escola é, justamente, que ela se caracteriza como a operação inversa da multiplicação! Ou seja, se juntamos algo, é sinal que podemos também reparti-lo.
Quando dividimos um número, de maneira alguma devemos esquecer a quem ele era agregado, não podemos ignorar jamais que quantidade se está lhe retirando. Pois sem essa referência, ao dividir-se aquele número inevitavelmente perderia o seu valor.
 Para ficar mais claro citarei um exemplo:
·               Dentre os vários tipos de números, nós estudamos sobre o conjunto dos números Racionais, no qual estão incluídos os números fracionários.
As frações são números com uma estrutura diferente. Temos dois números: o de cima (numerador) e o de baixo (denominador), separados por um barrinha na posição horizontal. Essa barrinha é responsável pela divisão desses dois números.

Quando enxergo uma fração me dou conta do quão importante é a divisão. Fica mais clara a compreensão de que por mais que esteja se dividindo, o número mostra que faz parte de outros dois e que sem eles perderia sua verdadeira identidade. E assim como os números, várias famílias também passam por divisões. Há exemplos de pais que não querem que seus filhos se separem deles e de pais que os criam justamente para quando chegar a hora de se desagregarem, saberem o que fazer. Não sou pai ainda, mas se fosse ficaria com o segundo exemplo. Afinal, “Não se cria filhos pra gente, e sim para o mundo” – como dizem.

 É interessante ressaltar que assim como as frações, nós seres humanos, homens e mulheres, corremos um grande risco de perdermos nossa identidade e nosso valor se cairmos na besteira de ignorarmos nossos princípios e esquecermo-nos de onde viemos, de que “números” fomos repartidos.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Respectivamente?!


Quem um dia não escutou, decorou, aprendeu ou ao menos não ouviu falar dessa frase: “Nasce, cresce, reproduz e morre.” ? É difícil esquecê-la né? Pois é! Em uma definição que serve para caracterizar os seres vivos, essa frase é reconhecida por todos que um dia tiveram o mínimo de escolaridade em sua vida. Mas tem gente que (respectivamente) a leva a sério de mais.

Entre o nascimento e o dia derradeiro existem vários detalhes que devem ser considerados relevantes, pois influenciam diretamente na ação do verbo viver, principalmente se tratando de seres humanos. O que será que basta para estarmos vivos? Respirar é suficiente? Para muitos sim! Por isso gosto de afirmar com todas as letras: - Eu estou vivo, eu vivo e sou um ser vivo! Mas não nasci para reproduzir e morrer! Prefiro antes tentar entender essa grande questão: VIVER!?!

Sei que é difícil lembrar, mas no momento em que nascemos, apesar de toda a natureza do resto do mundo nos forçar a desistir, nosso organismo teima em reagir para que permaneçamos vivos. A primeira lição que nosso corpo aprende é respirar. Por puro instinto! O nosso corpo, como uma máquina, engrena tudo o que ali é maleável e força o ar a entrar em nossos pulmões, nos ensinando a, como uma sanfona, “estrear-los” e movimentar nosso pequeno tórax. Também por instinto acontece outra das primeiras lições do homem: Aprender a alimentar-se. Ao triscar os lábios na mamas de sua mãe, o corpo da criança sabe muito bem qual movimento a boca precisa fazer para transferir o leite dos seios para seu corpo. Logo, por necessidade, o novo pequeno ser vivo agradece e vicia o organismo a querer sempre mais. E assim quase como regra, o ser humano progride em sua primeira obrigação: Continuar vivo.

Analisando esses dois exemplos é perfeitamente visível a necessidade do ser humano em agir por instinto no começo da vida. Porém, alguns seres, humanos talvez, teimam em usar o instinto para continuar vivendo.  E sendo humanos e racionais (teoricamente), esses seres se tornam canibais, devorando a si mesmos com ações típicas de recém-nascidos. Estes tipos de seres insistem em nascer, crescer, reproduzir e morrer, claro que às vezes com algumas variações dessa ordem (criança que faz outra), e resumem o que eles chamam de viver a essas quatro ações.
Eu nasci, cresci fisicamente e ainda espero crescer, crescer e crescer, mas não fisicamente! Pretendo crescer de uma forma que me permita produzir sempre (de preferência produzindo CONHECIMENTO). Pois a verdadeira vida é mais do que apenas respirar, agir por instinto, isso até um rato faz! Já para um ser humano existem motivações, sentimentos, fortunas, vitórias, derrotas, superações, raciocínio, construções... Existe crescimento (conhecimento)! Um ser humano dotado daquilo que o difere dos demais animais, não deve levar sua vida só por instinto da espécie (está morto estando vivo!). O cerne da questão: viver requer produção (e não só re-produção!)
Em relação à “grande questão: VIVER!?!”, entendo que, em quanto  se respira, deve-se buscar conhecer, para crescer, para produzir, para Viver! Já em relação à frase “Nascer, crescer, reproduzir e morrer” eu lhes digo: a morte depende do quanto se vive, do quanto se cresce, do quanto se conheça. Há mortos-vivos!(Detalhe)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Pela paz no Trânsito?

“Sempre que uma criança chora imagino como os pais dela reagem à situação.”

Ouvi essa frase de um colega de faculdade há dois anos. Ele refletia sobre a educação de seu sobrinho que tinha tudo que queria, mas ainda assim chorava sem parar. Lembro-me bem qual era sua maior preocupação: “- Tenho medo que ele cresça e se acostume a ter só o que quer. Hoje quando ele não consegue ter o que deseja, ele chora, esperneia e bate nos pais dele. Mas agora ele só tem 4 anos, e quando ele tiver 14 ou 15, quem vai segurá-lo?” Dizia meu colega com um ar de seriedade e previsão.
Ontem, segunda-feira dia 18 de julho de 2011, participei de um carreata que buscava conscientizar a população de Tutoia – MA sobre os perigos de uma má conduta no trânsito. E como a maioria dos motoristas da cidade não são legalizados, não são educados para as leis de trânsito, essa má conduta é corriqueira, já que a “norma” é não ser habilitado. E consequentemente, alguns só fazem o que querem no trânsito, sendo incapazes de agir com responsabilidade – adultos mimados?

                  Fotos: Jota Ramos
                                                                                                                         Celular

 Às 06h fui até a porta de minha casa onde se encontravam todos, pois era dali que iniciaria todo o evento. Observei bem como se organizavam e só depois busquei meu carro. Juntei-me a tantos outros participantes e segui em uma grande fila os quatro quilômetros que separam o Bairro Comum do Centro de Tutoia. O evento teve vários voluntários a discursarem no carro de som. Em cada parada se ouvia um discursinho fraco sobre a importância da vida. Balela, se analisarmos as principais causas da mobilização.
Alguns adultos às vezes se parecem com crianças (àquelas citadas no início do texto): só se interessam em fazer o que querem e se esquecem de fazer o que é preciso. São adultos mimados. Não mimados pelos seus pais. Mimados pelo povo, um povo que não sabe reclamar o que é seu por direito, e assim, dá de bandeja a quem é acostumado, treinado a usurpar o direito dos outros.
Mas na carreata também  havia pessoas de bem,  pessoas realmente interessadas no bem da sociedade,  havia civis interessados em solucionar os problemas frequentes de acidentes fatais ocorridos em nossas estradas. E ainda bem que essas pessoas falaram, “abriram o verbo”- como dizem. Em contrapartida, outros usaram e abusaram, roubaram o espaço que era para fazer um bem  social,  e o tomaram para fazer um “bem” individual. E assim conseguiram camuflar a real intenção do evento. Transformando-o, com certeza, em algo que irá ser discutido e confundido com as disputas políticas que já começaram e serão firmadas no próximo ano que é ano de eleição municipal.
É sempre bom ver pessoas preocupadas com o futuro de crianças, como meu amigo. É sempre bom ver o povo se manifestando, como nessa carreata. É um bom sinal. Certamente, na exigência da lei de trânsito, alguns adultos esperneiem. Quem sabe quando o povo começar a dizer NÃO, alguns líderes chorem! Quem sabe assim se aprende a não subjulgar a vontade do povo. Quem sabe assim, teremos líderes menos mimados no futuro.
Aos que usaram a carreata para dar tchauzinhos, mandar beijinhos, apertar as mãos dos eleitores saibam que não é surpresa a hipocrisia existente nos seus sorrisos.  As pessoas sabem separar o joio do trigo.

 “Sempre que um candidato chora imagino como os eleitores dele reagem à situação.”
Assim essa frase fica melhor.

sábado, 9 de julho de 2011

Até no futebol? Eita Brasil...

- De futebol, eu? Nã! Tirem-me dessa! Sou apenas um recém bacharel em Administração e um professor iniciante.

É isso que dá vontade de dizer quando estou em uma roda de amigos que estão falando de futebol. Todos querem estar certos, então acho melhor ficar calado. Mas vendo hoje - 09 de julho de 2011, sábado - o campeonato de rua que está acontecendo na Argentina, deparei-me com uns e outros vestindo a amarelinha (nome dado ao uniforme de futebol da Seleção Brasileira) jogando contra o original Paraguai e não gostei. Aí pensei: - Será que devo opinar? – Será que tenho conhecimento pra isso? Pensei tanto que resolvi falar: - Se os que têm a obrigação não estão jogando o que preste na Seleção, por que eu não posso falar? Acho justo.

Goleiro; laterais: direito e esquerdo; dois zagueiros; quatro meios de campo: dois para defender e dois para ajudar a armar jogadas para o ataque; e por fim dois atacantes. Teoricamente são essas posições que os projetos de jogadores tentaram ocupar na seleção brasileira hoje mais cedo, e é lógico que eles não conseguiram. O jogo terminou 2 x 2. Se compararmos isso que chamam de time com uma empresa, ela não sobreviveria ao primeiro mês, ainda mais sendo uma empresa brasileira, que precisa incondicionalmente gerar receita para primeiro pagar impostos para sobreviver. E um desses projetos - funcionário do time -, o mais novo adepto ao Mói-cana (nome que dei a Tribo de jogadores que usam o corte moicano em suas cabeças, teoricamente, pensantes), Daniel Alves, não fez nada que se aproveitasse no jogo, pelo contrário, deu o segundo gol de bandeja para os paraguaios virarem a pelada(prejuízo no caixa). E nessa hora pensei: Esse móicanense já fez tanta besteira e não é substituído. Ou só tem ele no time, ou existe algo a mais entre ele e o treinador. Fora os outros. Até parecia que a seleção jogava(tentava) com apenas oito jogadores. Sem Neymar, Ganso e Daniel Alves.

Há tempos venho acompanhando as equipes de futebol que a seleção vem formando, e dificilmente me agrado. Todas as histórias que ouço sobre a amarelinha e aos jogadores do passado que a vestiram são maravilhosas, parece até ficção. Não tem como acreditar que existiram jogadores menores que esta camisa canarinho. O que vemos hoje são estrelas que teimam em querer brilhar mais do que o dourado de nossa seleção. Quase não vejo jogadores se empenhando por um objetivo comum, formar um time de verdade. Pelo contrário, a seleção é que vem trabalhando para vários e distintos objetivos: promover e criar fenômenos, imperadores, dançarinos, deuses, sei lá, tudo menos operários, trabalhadores, empregados eficazes para servirem a nossa tradicional Seleção Brasileira de Futebol. O que eles são realmente? Qual a função desses jogadores?

É oportuno comparar a Seleção Brasileira a uma empresa. Aqui neste país com culturas ideológicas perturbantes, desde cedo tentam implantar nas mentes dos nativos uma característica comunista latina, adeptos a Fidel Castro, Che Guevara e a Simón Bolivar enfim, todos estes falsos heróis, bandidos e aproveitadores. É possível enxergar isso em vários setores, inclusive na economia, educação e claro, no futebol. Nunca consegui entender o motivo de se dar tanto mérito a quem não merece. E aqui no Brasil vê-se isso em todo lugar, até na seleção. Gostaria muito de ver os jogadores convocados servirem como devem a Seleção Brasileira, seria prazeroso. Tenho certeza que não seria por sorte que voltaríamos a marcar gols, ganhar jogos e campeonatos.